segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Mayana Zatz

Temos aqui um postagem de Mayana Zatz da Veja.com

Fibrose Cística: por que é importante divulgar


Dia 05 de Setembro é Dia Nacional de Divulgação e Conscientização da Fibrose Cistica. Verônica Stasiak, quando soube que tinha fibrose cística, percebeu a importância de divulgar essa doença, de alertar sobre a importância do diagnóstico precoce e correto, de unir portadores e familiares. Criou o site : www.unidospelavidafc.com. Uma iniciativa que merece ser aplaudida. Verônica tem toda razão. No Brasil a maioria dos casos permanece ainda sem diagnóstico. Acabo de receber um email, que transcrevo abaixo, que comprova isto.
Meu noivo tem 26 anos e há poucos meses foi diagnosticada a FC. Ele nunca teve nenhum sintoma dessa doença e aqui em São Luis, no Maranhão, não dispomos de um centro especializado. Há alguns anos foi diagnosticada uma possível tuberculose, mas ele não sentia nada. Fez os exames e deu tudo negativo, mas as manchas no pulmão estavam lá, ele fez o tratamento dos 6 meses e ficaram as cicatrizes. Há algumas semanas ele desenvolveu um quadro de infecção pulmonar e teve que ser Internado. Temos muitas duvidas. Descoberta a doença pesquisei e descobri que a expectativa de vida é de 35 anos. Isso me desesperou. Não sabemos como lidar com essa doença e a duvida é se ele realmente vai precisar todo tempo de oxigênio e se poderá ter uma vida normal.

(Lilia Regina)

Prezada Lilia
O quadro da fibrose cística (FC) é extremamente variável. Existem mais de 1500 mutações diferentes que podem desencadear um quadro de FC. Já falei a respeito no meu blog (http://migre.me/15OaQ). Para ter manifestações da doença a pessoa precisa ter duas mutações, uma herdada da mãe e outra do pai. Uma mutação só não causa nada. É o meu caso. Descobri por acaso que eu herdei uma mutação da FC de minha mãe, que faleceu com mais de 90 anos, sem nunca ter tido algum problema pulmonar. Mas mesmo quem tem duas mutações pode ter uma forma leve durante a vida inteira. É provavelmente o caso do teu noivo que como você relata não teve nenhum sintoma até os 20 anos de idade.
Porque existe essa variabilidade clínica?
O gene que, quando defeituoso, causa a fibrose cística é responsável pela formação de um canal que controla a passagem de cloro para dentro e fora da célula. A depender da mutação, o defeito pode ser maior ou menor. Por exemplo, nos casos mais graves o canal de cloro não é nem formado e muitos bebês acabam falecendo logo após o nascimento. Em outros casos, o defeito pode simplesmente tornar a passagem de cloro menos eficiente e o quadro será mais leve. Algumas mutações causam unicamente infertilidade masculina.Seria como imaginar uma casa onde há um vazamento de água que pode ser em 1500 pontos diferentes. Se houver um vazamento grande na base da casa ela corre o risco de ruir. Mas se for no telhado, pode acontecer simplesmente que entre um pouco de água em dias de chuva.
Porque é tão importante fazer o diagnóstico?
Na forma clássica os órgãos mais atingidos são o pulmão e o pâncreas. Os sintomas são de pneumonias de repetição e insuficiência pancreática para as quais os tratamentos existentes são fundamentais. Quanto antes eles forem iniciados, melhor. Além disso, o aparecimento de manchas no pulmão, que você relata no seu noivo, não causariam tanto pânico, suspeitas diagnósticas erradas e até exames invasivos desnecessários se todos soubessem que não são raras em portadores da FC. É muito importante lembrar também que se um casal tiver uma criança com FC, o risco de que venha a ter outra criança com o mesmo quadro é de 25%.
Quando suspeitar de FC?
Em alguns casos o diagnóstico é estabelecido ainda na maternidade. Cerca de 10% dos bebês apresentam uma obstrução intestinal devido a um mecônio espesso que chamamos de íleo meconial. Mas na maioria dos casos o que mais chama a atenção são as pneumonias de repetição. Alguns homens só são diagnosticados em clínicas de fertilidade por terem ausência dos dutos deferentes que são responsáveis por transportar os espermatozóides ao seu destino final. A boa notícia é que hoje isso pode ser resolvido por fertilização assistida.
Como estão as pesquisas?
Como se trata de uma doença relativamente comum, o interesse em pesquisar a CF é muito grande. Existe a expectativa de que a terapia gênica possa se transformar no futuro em um tratamento, mas enquanto isso não ocorrer, os tratamentos convencionais têm sido extremamente importantes para melhorar a qualidade de vida e a sobrevida dos portadores.
Por Mayana Zatz

domingo, 13 de novembro de 2011

Telefones Úteis

Aqui está alguns telefones uteis para
Centrais de Transplantes


Alagoas - Tel: 82-351-1418 Fax: 82-351-6157
Bahia - Tel.: 71- 372-2978 Fax: 71- 387-3420
Ceará - Tel. 85-488-2148 Fax. 85-488-2122
Distr.Federal - Tel. 61-325-5055 Fax: 61-325-4677
Esp. Santo - Tel. 27-3235-1028 Fax: 27-3381-2411
Goiás - HGG – Tel. 62-221-6115/6116 Tel/Fax. 62-225-3595 (celular: 9614-7990)
Maranhão - Tel. 98-219-1093 Fax. 98-231-4595
Mato Grosso - Tel. 65-623-9004 Fax: 65-623-9188 Cel: (Plantão) - 65-9981-4582
Mato G. Sul - Tel/Fax: 67-321-8877 - Cel: 9980-0900
M.Gerais - Tel: 31-3261-6570 Fax: 31-3261-5235


CNCDO METROPOLITANO – Belo Horizonte
Fone: 31-3274-7181 Fax: 31-3213-4327

CNCDO LESTE – Governador Valadares
Fone: 33-3221-6600 Fax: 33-3221-1990

CNCDO OESTE - Uberlândia
Fone:. 34-3218-2323 Fone/Fax:. 34-3212-1780

CNCDO SUL – Pouso Alegre
Fone/Fax:. 35-3423-2345


CNCDO NORTE/NORDESTE – Montes Claros
Fone: 38-3229-2097 Fax: 38-3213-3676

CNCDO ZONA DA MATA – Juiz de Fora
Fone:. 32-3222-4700 Fax:. 32-3222-4697
Pará - Tel: 91-224-8100 Fax: 91-241-1771

Paraíba - Tel/Fax:. 83-244-6192/6157 Celular: 83-9981-1085

Paraná - Tel.: 41-232-5740 Fax: 41-232-9477
Londrina - Tel: 43-3379-6033 Fax: 43-3379-6034
Maringá - Tel/Fax: 44-227-3274
Pernambuco - Tel.: 81-3421-1311 Fax: 81-3231-3939

Piaui - Tel/Fax: 86-221-3040
R. Janeiro - Tel.: 21-2587-6111 / 6464 / 6444 / 2264-9855 Fax: 21-2587-6830

R.G. do Norte - Tel:. 84- 232-7620 / 0800- 281-8500 - Fone/Fax: 84- 232-7621

R. G. do Sul - Tel. 51-3217-1616 Fax: 51-3219-1900
Sta Catarina - Tel.: 0800-643-7474 48-251-7299 Fax: 48-251-7215
Sergipe - Tel:. 79-259-2899 / 79-216-2870/2600 79-9988-0392 Fax: 79-259-3491




- Disque Transplante
Tel: 0800-883-2323


- Central Nacional de Tranplantes - funciona 24 horas/dia
Tel: (61) 365-2379 - Tel/Fax: (61) 365-4441
e-mail: cnncdo@anvisa.gov.br


- SNT (Sistema Nacional de Transplante)
Tel: (61) 315-2021 - Tel/Fax (61) 226-8274
e-mail: snt@saude.gov.br


- Coordenação Estadual
Tel: (11) 3064-1649 - Fax (11) 3083-3942


- Coordenação CNCDO2 - Interior
Tel: (16) 633-1570 - Fax (16) 633-2189

- OPO (Organizações de Procura de Órgãos) / HC do FMUSP - Instituto Central
Tel: (11) 3069-6543 - Tel/Fax: (11) 3088-7129
e-mail: opo_hc@hotmail.com


- OPO / Santa Casa - Irmandade da Santa Casa de São Paulo
Tel/Fax: (11) 3226-7185
e-mail: caporgao@santacasasp.org.br


- OPO / Dante Pazzanese - Instituto Dante Pazzanese de Cardiologia
Tel: (11) 5085-4015 - Fax: (11) 5085-4104


- PO / EPM
Tel/Fax: (11) 5572-8749


- OPO / Campinas - Central de Captação de Órgãos do HC da UNICAMP
Tel/Fax: (19) 3788-8000
e-mail: captacao@hc.unicamp.br


- OPO / São José de Rio Preto - Hosp. de Base da Fac. de Medicina de S. J. Rio Preto
Tel: (17) 210-5000 - Fax: (17) 227-7030


- OPO / Botucatu - Hosp. das Clínicas da UNESP de Botucatu
Tel: (14) 6822-2969 - Fax (14) 6822-2238

- OPO / Sorocaba - Conjunto Hospitalar Sorocaba
Tel: (15) 234-1400 - R-283 - Fax: (15) 224-1021 / 232-4049
e-mail: paularamalho@bol.com.br


- OPO / Ribeirão Preto - HC da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - 1° andar
Tel: (16) 633-7054 / 602-2686 - Fax: (16) 633-2189
e-mail: asferraz@fmrp.usp.br


- OPO / Marília
Tel: (14) 421-1744 R-1005 - Fax: (14) 421-1748

CENTROS DE TRANSPLANTE PULMONAR NO BRASIL


São Paulo - São Paulo

Pulmão
Hospital Beneficência Portuguesa
Endereço: Rua Maestro Cardim, 592
Cidade: São Paulo
Telefone: 3253-4331
Médico(s) responsável(is): VICENTE FORTE, JAQUELINA SONOE OTA ARAKAKI
INCOR - Instituto do Coração
Endereço: Av. Dr. Eneas Carvalho Aguiar, 255
Cidade: São Paulo
Telefone: 3069-5248
Médico(s) responsável(is): FABIO BISCEGLI JATENE
Santa Casa de Misericordia de São Paulo
Endereço: Rua Dr. Cesário Motta Jr, 112
Cidade: São Paulo
Telefone: 1111-1111
Médico(s) responsável(is): Marcio Botter
UNIFESP - Hospital São Paulo
Endereço: R. Napoleão de Barros, 715
Cidade: São Paulo
Telefone: 5576-4295
Médico(s) responsável(is): Vicente Forte


Hospital Israelita Albert Einstein
Unidade Vila Mariana
R. Madre Cabrini, 462 - Vila Mariana - São Paulo - SP
Tel: (11) 5089-0880 / 5089-0879


Minas Gerais - Belo Horizonte

Pulmão
Hospital Clínicas UFMG
Endereço: Av. Alfredo Balena 110
Cidade: Belo Horizonte
Telefone: 3248-9419
Médico(s) responsável(is): Silvio Paulo Pereira



Rio de Janeiro - Rio de Janeiro

Pulmão
Hospital Barra Dor
Endereço: Av. Airton Sena, 2541
Cidade: Rio de Janeiro
Telefone: 2430-3600
Médico(s) responsável(is): Carlos Henrique Boasquevisque
Hospital Univ. Clementino Fraga Filho
Endereço: Av. Brigadeiro Trompowski, s/nº
Cidade: Rio de Janeiro
Telefone: 2562-2620
Médico(s) responsável(is): CARLOS HENRIQUE R. BOASQUEVISQUE




Rio Grande do Sul - Porto Alegre

Pulmão
Santa Casa de Misericordia de Porto Alegre
Endereço: R. Professor Annes Dias 285
Cidade: Porto Alegre
Telefone: 3214-8072
Médico(s) responsável(is): JOSE DE JESUS PEIXOTO CAMARGO

Links Uteis

Hospitais e Associações Médicas

Associação Brasileira de Histocompatibilidade.
Grupo Hospitalar Conceição - Porto Alegre .
Hospital de Clínicas de Porto Alegre .
InCor - Instituto do Coração.
Sociedade Brasileira de Cardiologia.
SBN - Sociedade Brasileira de Nefrologia .
SBU - Sociedade Brasileira de Urologia

Transplantes

ABTO - Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos
ADOTE (Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos)
CENTERSPAN
CTS (Collaborative Transplant Study)
ESOT (European Society for Organ Transplantation)
EUROTRANSPLANT
International Transplant Nurses Society
German Academy of Transplantation Medicine
HLA Matching Antibodies and You
São Paulo Interior Transplante - SPIT
Transplant Procurement Management
TransWeb
United Network for Organ Sharing - UNOS
UNOS (United Network for Organ Sharing)

Avise sua familia e doe orgão

Doe orgão e Doe vida

Um simples gesto de carinho e um grande gesto de amor

sábado, 12 de novembro de 2011

Fibrose cística

Fibrose cística, ou mucoviscidose, é uma doença genética que se manifesta em ambos os sexos. O gene defeituoso é transmitido pelo pai e pela mãe (embora nenhum dos dois manifeste a doença) e é responsável pela alteração no transporte de íons através das membranas das células. Isso compromete o funcionamento das glândulas exócrinas que produzem substâncias (muco, suor ou enzimas pancreáticas) mais espessas e de difícil eliminação.
Sintomas
A fibrose cística afeta os aparelhos digestivo e respiratório e as glândulas sudoríparas.
A obstrução dos ductos pancreáticos pela secreção mais viscosa impede que as enzimas digestivas sejam lançadas no intestino. O paciente tem má absorção de nutrientes e não ganha peso, apesar de alimentar-se bem. Apresenta também maior número de evacuações diárias e elimina fezes volumosas, com odor forte e gordurosas.
Essa obstrução por secreção mais espessa também pode acometer os ductos biliares. A bile retida no fígado favorece a instalação de um processo inflamatório.
Entretanto, o aparelho respiratório é a área mais delicada da doença. O pulmão produz muco espesso que pode ficar retido nas vias aéreas e ser invadido por bactérias. Outros sintomas são tosse com secreção produtiva, pneumonias de repetição, bronquite crônica.
A alteração do transporte iônico nas glândulas sudoríparas compromete a reabsorção de cloro. Níveis aumentados de cloro ajudam a reter água e sódio o que deixa o suor mais salgado.
Mulheres portadoras de fibrose cística têm mais dificuldade para engravidar porque o muco cervical mais espesso dificulta a passagem dos espermatozóides. Já 98% dos homens são estéreis, embora tenham desempenho e potência sexual absolutamente normais.
Diagnóstico
* Teste do suor: é específico para diagnóstico de fibrose cística. Níveis de cloro superiores a 60 milimoles por litro, em duas dosagens, associados a quadro clínico característico, indicam que a pessoa é portadora da doença;
* Teste do pezinho: feito rotineiramente nas maternidades para três doenças congênitas, deve incluir a triagem para fibrose cística. Embora existam falsos positivos, resultado positivo é sinal de alerta que não deve ser desprezado;
* Nos recém-nascidos, a fibrose cística pode provocar obstrução ileomeconial. Portanto, se a criança não eliminar naturalmente mecônio nas primeiras 24, 48 horas de vida, é preciso dar continuidade à investigação;
* Teste genético: identifica apenas os tipos mais freqüentes da doença, porque as mutações do gene são muitas e os kits, padronizados. Mesmo assim, esse teste cobre aproximadamente 80% dos casos.
Prevalência
Vinte por cento da população são portadores assintomáticos do gene da fibrose cística, uma doença que acomete mais os brancos puros, é mais rara nos negros e muito rara nos orientais. Em países de grande miscigenação racial, a enfermidade pode manifestar-se em todo o tipo de população, mais cedo se o espectro das mutações do gene for mais grave e, mais tardiamente, se for mais leve.
Tratamento
É fundamental para o tratamento da fibrose cística, além de garantir a reidratação e a reposição de sódio, especialmente nos dias de calor:
* Boa nutrição do paciente, por meio de dieta rica em calorias sem restrição de gorduras;
* Suplementação de enzimas pancreáticas para auxiliar a digestão;
* Reposição das vitaminas lipossolúveis A, D, E, K;
* Inalações diárias com soro fisiológico, broncodilatadores ou mucolíticos, conforme as características da secreção;
* Fisioterapia respiratória para facilitar a higiene dos pulmões e evitar infecções;
* Prescrição de antibióticos em casa ou no hospital, nos casos mais graves.
O tratamento de fibrose cística evolui bastante nas últimas décadas. Isso garante aos pacientes vida mais longa e de boa qualidade.
Recomendações
* Procure afastar qualquer indício de sentimento de culpa se seu filho for portador de fibrose cística. Você é tão culpado por ter-lhe transmitido esse gene quanto por ter transmitido o gene que lhe deu a cor dos olhos ou o tom da pele;
* Verifique se o teste do pezinho inclui a triagem para a fibrose cística, quando nascer uma criança em sua família;
* Esteja atento à boa nutrição do portador de fibrose cística. Paciente bem nutrido pode atingir as curvas normais de peso e altura;
* Convença o paciente a praticar atividade física. Natação, por exemplo, ajuda a trabalhar a musculatura da caixa torácica;
* Não se esqueça de que os portadores da doença, desde que adequadamente tratados, conseguem levar vida normal e de boa qualidade.